DOCES DIVAGAÇÕES

Pensamentos voam e, de repente, pousam aqui.

Onde está a verdade?

Verdade. [Do lat. veritateS.f. 1. Aquilo que é ou existe iniludivelmente. 2. Conformidade das coisas com o conceito que a mente forma delas. 3. Concepção clara de uma realidade. 4. Realidade, exatidão. 5. Sinceridade, boa-fé. 6. Princípio certo e verdadeiro; axioma. 7. Juízo ou proposição que não se pode negar racionalmente. 8. Conformidade do que se diz com o que se sente ou se pensa. 9. Máxima, sentença. 10. Cópia ou imitação fiel. 11. Representação fiel de alguma coisa existente na natureza. 12. Caráter próprio. Antôn (acepção 8): mentira.

Para alguns uma determinada situação pode ser encarada de uma forma; para outros, de outra. O entendimento de realidades diferentes permite que tal situação seja analisada com maior abrangência, evitando-se assim mal entendidos ou mesmo injustiças, o que poderia ocasionar erros graves num futuro indeterminado.

Compreender o que acontece ao nosso redor e ter o devido discernimento para agir adequadamente leva tempo, às vezes muito mais do que imaginamos ou mesmo mais do que queremos. Durante essa caminhada rumo ao amadurecimento somos submetidos a diversas situações, normalmente repletas de desafios. Parece até trama do filme Maze Runner: Correr ou Morrer. Diferentemente da cinematografia, não temos a possibilidade de refazer as cenas que não deram certo. Se tomamos certas decisões, temos que ter a consciência que elas podem não ser remediáveis. Os efeitos, contudo, são passíveis de tratamento ao longo do tempo.

E onde entra a verdade nessa estória? Em tudo. Desde crianças somos doutrinados a falar a verdade e a não mentir para pais, professores e pessoas mais velhas. Contudo, parece que ao longo dos anos surgem determinadas situações que nos colocam à prova do trilho da verdade. E, quando menos esperamos, somos levados a descarrilar uma vez ou outra. Os motivos aqui podem ser diversos – e não é aqui o fórum das meias desculpas –, mas que obviamente trazem consequências.

A primeira prova que faltar a verdade não faz bem é a mutação de caráter que uma pessoa pode sofrer. Torna-o dissimulado, despreocupado com os sentimentos alheios e com as consequências dos seus atos. Torna-se corrupto mesmo nas pequenas ações. Crianças que colam as respostas de seus colegas durante as provas, faltam com a verdade para si mesmas, pois não se prepararam para o exame e agora buscam de alguma forma um rendimento satisfatório perante o corpo docente. Mentem para seus pais, que não sabem dos truques ardilosos que permitiram angariar notas que não representam a realidade. A partir de pequenos gestos, desde a infância, os indivíduos desvirtuam seu caráter em algo que não deveriam.

As outras esferas também são prejudicadas com a falta da verdade: no trabalho, evita-se promover por mérito em detrimento à real competência, ou seja, os louros são direcionados àqueles que alardeiam excelentes trabalhos, mas nada fazem de concreto; nos relacionamentos amorosos, casais separam-se ou mantêm-se juntos por convenções sociais, sem terem a oportunidade de conversarem aberta e francamente sobre a relação e sobre as dificuldades que cada um enfrenta diariamente; e também nos relacionamentos afetivos, amizades podem ser desfeitas (ou mantidas inadvertidamente) em virtude de fatos que não são colocados às claras em determinadas situações.

Existe contra-argumento? Sim. Muitos poderiam ponderar, ou mesmo justificar, as razões pelas quais faltaram com a verdade em determinado ponto. Alguns encontrariam conforto no termo “omissão da verdade”, uma vez que não houve prejuízo aos envolvidos. Há casos, obviamente, em que sou favorável, quando envolve riscos à segurança de alguém e, deste modo, certos fatos precisam ser omitidos até que a justiça cumpra o seu papel. Trouxe tal ponto porque há uma diferença crucial entre ser omisso com a verdade e mentir. Uma determinada situação não ser exposta em determinada época é completamente diferente de alguém revelar algo que não existe, inventado – especialmente projetando danos a alguém.

Infelizmente, por mais contra-argumentos que possam existir não há outro caminho que não seja pela verdade. É condição sine qua non para que possamos ter relações saudáveis e completas. Não é um caminho fácil, mas quem disse que viver seria? É preciso que os indivíduos possam se sentir confortáveis para dizer aos outros o que sentem, o que acontece em suas vidas e o que passa em suas mentes. Interessante frisar, é de suma importância que as pessoas tenham consciência da consequência dos seus atos. Como bem trata a terceira lei de Newton, toda ação tem uma reação, ou seja, ninguém sairá ileso de um ato indevido, impróprio ou inadequado. Entretanto, por exemplo, conforme o Código Penal em vigor, a confissão espontânea da autoria do crime, perante autoridade, é circunstância que sempre atenua a pena. Um grande motivo para que as pessoas digam a verdade.

Reserve um tempo e reflita. Você tem o poder da escolha, basta apenas decidir. É melhor viver num mundo do “e se…” ou algo concreto, construído com respeito e sinceridade? Que bom senso caminhe junto com você nesse percurso chamado vida e que a verdade possa sempre estar presente.

Imagem obtida no site acculturated.com
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2 comentários em “Onde está a verdade?

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Publicado às 05/11/15 por em Reflexão e marcado , , , , , , .
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