DOCES DIVAGAÇÕES

Pensamentos voam e, de repente, pousam aqui.

Um passo de cada vez

Parece que foi ontem que eu lhe vi pela primeira vez.
Ainda assim, eu tinha a exata sensação que já lhe conhecia de outrora.
E esse sentimento não era simples, parcial ou mesmo superficial.
Minha certeza quanto à profundidade do quanto eu sabia era indubitável.

Fui de modo acanhado, quase aos trancos e barrancos da multidão azul.
Um grupo de pessoas desconexas e ao mesmo tempo integradas, como num furacão.
Eu não sabia – e ainda não sei – qual ponto em você chamou minha atenção.
Tudo era novidade e, inexoravelmente, revelava um resgate de um passado próximo.

E este turbilhão de pessoas, sentimentos, movimentos e inquietações despertaram algo em meu ser.
Não poderia ficar imparcial ante a este acontecimento. Ao menos, não deveria.
Porém, bloqueado pela teimosia e pela insegurança que me são inerentes, pisei em falso.
Razão e emoção brigaram arduamente, sem que houvesse  previsão de um bom resultado.

Alguém tinha que ceder. Alguma parte de mim deveria agir perante a situação.
E assim o fiz, contatei-lhe de maneira sutil, assim como quem não quer nada. Expressão tola.
Como vários ditados dizem, não há almoço de graça; há algum interesse, ainda que ocasional.
Mesmo assim, não havia nada de negativo, errado ou que pudesse prejudicar alguém.

Sua receptividade ante minha abordagem me fez confiante para dar o próximo passo.
Mal sabia eu em que águas azuis estaria me afundando. Ou submergindo. Mas, espere, disse um observador!
Você não tinha o domínio dos fatos, a razão inegável do conhecimento prévio, do passado já conhecido?
Uma coisa é o ínterim alheio, que é imutável; os fatores externos, estes são imprevisíveis.

Passei a evitar, com pouco custo, expressar-me e revelar o que se passava aqui dentro.
Não é o que a maioria faz? Enganam-se uns aos outros ao omitir qualquer sentimento, seja ele de amor ou de raiva?
Resolvi fazer diferente, portando-me sem rodeios, com clareza e, obviamente, com o devido respeito.
Aliás, alguns imaginam ter muito respeito pelo próximo, quando infelizmente nem sabem o que é isso.

Obtive resposta. E não estranhei seu conteúdo, por mais desagradável que tivesse sido ao meu âmago.
Informações devem ser processadas e digeridas com parcimônia, sem exageros ou interpretações dúbias.
No afã de prontamente responder, podemos gerar situações indesejadas. Pensei. E novamente pensei.
Degluti o fato e preparei-me para zarpar, rumo a direções incertas e não calculadas.

A calmaria se fez presente, ainda que por pouco tempo. Não somos pessoas livres de sensações.
E, principalmente, de sentimentos. Alguns ocultam mais do que outros, todavia ninguém está livre de sentir.
Aquela sensação de outrora surgiu como um lampejo, aguçando as ideias e quebrando a monotonia.
Voltei, com os pés fincados na beira-mar e o pensamento de progredir, de ir adiante.

O sucesso é resultado positivo de inúmeras tentativas. É o último objeto que você encontra quando procura algo.
É a certeza de que as ações foram feitas – certas e erradas -, mas todas com um objetivo maior: de ser feliz.
Busca-se a felicidade pelo simples fato egoísta de querer bem a si mesmo. Não é dica de livro de autoajuda.
O compartilhamento desse sentimento só é possível quando se está bem consigo. Quando nada pode nos derrubar.

E assim seguirei, pé ante pé, caminhando juntamente com as ondas que me motivam e me inspiram.

Um passo de cada vez

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Publicado às 20/05/13 por em Reflexão e marcado , , , , , , , , , .
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