DOCES DIVAGAÇÕES

Pensamentos voam e, de repente, pousam aqui.

Liberdade psicológica

“A verdade é que os outros ainda não estão
preparados para que sejamos nós mesmos.”

Escrevi a frase acima no Twitter recentemente e tive a epifania necessária para um post no Doces Divagações. E qual seria a razão para que a afirmação acima ocorresse? Primeiramente, é interessante tentarmos entender a origem do pensamento ora exposto.

Não somente consigo mesmo, mas em quaisquer relações interpessoais, manter-se integral e evitar interferências negativas tem ganhado importância relevante. Em outras palavras, temos que agir coerentes com nossos pensamentos e anseios, sem deixar que influências externas sobreponham-se aos nossos princípios. Trocando em miúdos específicos, como muitas imagens dizem: seja você mesmo.

Concordo plenamente com essa sentença. Cada indivíduo é único e, por conseguinte, possui um modo singular de agir e de pensar. Reconheço a ideia do coletivo e compreendo que as pessoas formem grupos por compartilharem interesses em comum. E é incrível perceber como fazemos partes de aglomerações ora bem específicas (como participar de um evento de revistas em quadrinhos sobre super-heróis vingativos), ora bem generalistas (como gostar de um cantor conhecido mundialmente ou torcer nas Olimpíadas, participar de eleições ou manifestações pela paz mundial).

Mas, nem sempre nossos interesses são coletivos e daí emergem nossas diferenças. E por mais que haja apologia ao assunto, ainda é muito difícil fazer com que as pessoas respeitem nossos interesses. As pessoas não precisam, necessariamente, concordar, aprovar ou gostar das mesmas coisas que nós. Basta que haja respeito. Se eu não sou fã de música erudita, por exemplo, por que raios eu iria a um evento desse tipo? Mas respeito todo e qualquer indivíduo que esteja lá, trabalhando ou se divertindo com o espetáculo. Essa lógica pode ser aplicada a muitas outras esferas de interesses da sociedade.

Onde o “seja você mesmo” se encaixa nessa estória? Simples. Que tenhamos a liberdade de ter os nossos gostos e os nossos anseios respeitados, sem que haja confrontamento direto por parte externa. Imagino que todos têm em mente a necessidade de observação às leis e às normas vigentes, certo? Só porque eu não sou fã de Fulano (famoso, mas chato demais), não significa que posso bater nele publicamente sem sofrer as consequências dos atos praticados.

E agora entra o texto que coloquei em destaque. Quando imaginamos que podemos ser nós mesmos, que temos garantido o direito de liberdade psicológica, para agirmos como realmente queremos, somos barrados pela psique alheia. Não somente em relações interpessoais com amigos ou com colegas de trabalho, percebe-se que nem todos estão preparados para receber a informação de que “somos nós mesmos”. De que gostamos “disso” ou “daquilo” e que isso não impede que continuemos nossas vidas normalmente. E essa situação se agrava quando estamos em um relacionamento afetivo/amoroso com alguém. Novamente, as pessoas não estão preparadas para que ajamos com naturalidade e espontaneidade ao demonstrarmos quem realmente somos e o quão carinhosos podemos ser.

De uma maneira simples, as pessoas ainda estão presas às convenções e ao arraigado conservadorismo social. E quando se deparam com alguém que foge do padrão já estabelecido querem um afastamento imediato. Bem, parte de mim entende que ninguém é obrigado a gostar de outrem imediatamente, à primeira vista, mas há que se ter um mínimo de respeito com relação aos gostos de cada um. Somente quando conhecemos o âmago de alguém podemos dizer que não somente respeitamos, como também gostamos do que observamos. Temos a noção exata de que a existência de determinada característica daquela pessoa nos faz gostar dela. Nos faz estar bem na presença dela. Isso pode ocorrer tanto nas amizades quanto nos relacionamentos afetivos.

E quando observamos que há algo ali que possa não nos agradar, e que eventualmente precisa ser mudado, temos liberdade suficiente para sentarmos e conversarmos sobre o assunto. Para esclarecer e identificar oportunidades de melhoria. Para que sejamos nós mesmos, cientes de nossas qualidades e informados de nossos defeitos, para que possamos aprimorar como pessoas e compreender mais a razão de existirmos.

Seja você mesmo(a)

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Um comentário em “Liberdade psicológica

  1. Alyne Vieira
    11/03/13

    Adorei o texto, e concordo com o autor.rsrsrs ah twittei tá??? abraço Alyne

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Publicado às 30/01/13 por em Reflexão e marcado , , , , , , , , .
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