DOCES DIVAGAÇÕES

Pensamentos voam e, de repente, pousam aqui.

Contato visual

Nada mais incrível como estar apaixonado por alguém. Os pássaros cantam alegremente lá fora, o sol brilha mais forte e você tem a certeza que os dias são tão belos quanto uma paisagem bucólica de uma animação da Disney. Jantares românticos, mãos dadas no cinema, correria para não perder o táxi em uma viagem, danças frenéticas nas baladas. Os suspiros, as borboletas no estômago, os calafrios intermináveis … tudo é motivo para alegria e encantamento.

Até o momento em que tudo acaba.

E aí você se vê num estado depressivo, semi vegetativo, de calamidade total. Bem, é importante que o enterro do(a) defunto(a) seja realizado com toda a calma que lhe é devida. A menos que haja a mínima chance de volta, o funeral deve ser celebrado. Mas, rompimento sem volta e os dias não serão tão coloridos, restando apenas uma cor cinzenta no ar. Sorte daqueles que têm amigos para lhe compreender e lhe ajudar no que for possível.

Eis que você sai do estado de coma.

Parece que tudo volta ao normal, os dias ficam tranquilos e calmos. Os estudos voltam à sua rotina com toda a força e até mesmo as atividades laborais tornam-se prazerosas, à medida em que se consegue desempenhar com gosto o que lhe é cabido. Os amigos estão presentes para celebrar, agora em caráter de festa, seu retorno à vida. Convites para cinemas, baladas e festinhas na casa de fulano ou ciclano. Até mesmo festas em família não são enjoativas e você consegue passar um bom tempo com seus entes queridos.

Até o momento em que você revê a criatura falecida.

Como se tivesse saído do túmulo, ao estilo The Walking Dead, você cruza com seu(sua) ex-namorado(a) em um local público. Não, não, não era para isso acontecer. E agora? Parece que todos aqueles sentimentos que você sentiu no término do namoro voltam – tanto os bons, quanto os ruins. Você sente falta daquele abraço e daquele beijo. Você até acha o(a) garoto(a) mais bonito do que antes. Você se pergunta se era isso mesmo que deveria ter acontecido e por que não continuaram juntos. Um comichão lhe acomete e você não sabe o que fazer.

Em outras palavras, restabelecer contato visual com alguém que deveria estar a 7 palmos debaixo da terra não é algo agradável. Ninguém deseja ver outrem que gostou tanto, em tão curto espaço de tempo. Especialmente quando havia sentimento envolvido. Não é possível mensurar o quanto cada um gosta do outro em uma relação, mas certamente uma parte sempre sairá mais ferida do que a outra. E, se quem rompeu foi a outra parte, o contato visual pós termino de relacionamento torna-se ainda pior.

E agora, o que fazer?

Bem, esquecer alguém não é fácil, mas também não é assim difícil. Há namoros que se transformam em amizades bem duradouras, com direito a contato quase diário, confissões dos novos relacionamentos e desabafos até de madrugada. Mas, via de regra, quem termina não quer ver a cara do(a) outro(a) nem sob uma grossa camada de ouro 18k. Sendo assim:

a) remova todo e qualquer indício de existência de vida daquela pessoa. Se você não quer sofrer mais do que já pode ter sofrido, delete a criatura do seu Facebook, Twitter, MSN, Skype e de quaisquer outras redes sociais;
b) se você não quer mais trocar SMS, nem receber ligações às 03:00 AM, troque o nome cadastrado para algo como “Não Atenda”. Você saberá que é alguém indesejado e, portanto, não deverá atender qualquer ligação;
c) evite, pelo menos nas primeiras semanas, ir aos mesmos lugares aos quais vocês iam quando ainda estavam juntos. Entendo que grandes capitais terão mais opções do que outras, mas tudo é contornável;
d) se você ganhou presentes, jogue fora tudo que não seja útil e que possa relembrar o relacionamento;
e) coloque novas músicas no celular, mp3 player, iPod, etc;
f) se for necessário, mude algumas peças do guarda-roupas, para evitar lembranças desnecessárias;
g) apague e rasgue quaisquer fotos dele(a), sejam elas sozinhas ou com vocês dois;
h) tenha sempre em mente os motivos pelos quais o relacionamento acabou: sempre será um forte argumento para nunca mais querer ver a criatura novamente.

E, por fim, se você tiver contato visual, mude de lado. Pegue a outra faixa da rua, vá para o outro lado do shopping, suba ou desça uma escada. O importante é sair da frente e romper o contato, definitivamente.

Contato visual

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Publicado às 18/12/12 por em Reflexão e marcado , , , , , , , , .
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