DOCES DIVAGAÇÕES

Pensamentos voam e, de repente, pousam aqui.

O interesse é seu

Interesse (ê). [Do v. lat. interesse, ‘estar entre, no meio; participar‘, substantivado.] S.m. 1. Lucro material ou pecuniário; ganho. 2. Parte ou participação que alguém tem nalguma coisa: Qual o interesse na firma? 3. Vantagem, proveito; benefício: Só age em seu próprio interesse. 4. Aquilo que convém, que importa, seja em que domínio for. 5. Sentimento de cobiça; avidez. 6. Procura de vantagem pessoal, de proveito. 7. Sentimento de zelo, simpatia, preocupação ou curiosidade por alguém ou alguma coisa: Demonstra interesse pela menina; Tem interesse por assuntos científicos. 8. Empenho: Não tem interesse na resolução do caso. 9. Curiosidade: O assunto da peça não despertou o menor interesse. 10. Qualidade de interessante (2): história cheia de interesse. 11. Relação de reciprocidade entre um indivíduo e um objeto que corresponde a uma determinada necessidade daquele. 12. V. juro (1). 13. Jur. Pretensão que se baseia ou pode basear-se em direito.

Ao verificar os significados do vocábulo em questão, tem-se a impressão que, atualmente, o substantivo é aplicado apenas com fins maliciosos, pejorativos ou mesmo egocêntricos. Impossível, contudo, evitar a referida associação do egocentrismo ao interesse alheio.

Mas, trocando em miúdos, o que realmente podem representar os verbetes supramencionados? O que é interessante para você? Até que ponto algo permanece com esta qualidade? O que acontece quando o interesse acaba? O ponto de partida é, certamente, a consciência de um indivíduo. Ela possui o discernimento adequado – ou pelo menos espera-se que possua – para interpretar seus pensamentos, transformando-os em anseios e finalmente concretizando-os em ações.

Portanto, para que alguém tenha interesse em alguém/algo, há que se ter a necessidade prévia e iminente. Vejo que o interesse difere da vontade no quesito temporalidade. A vontade é uma faculdade de representar mentalmente um ato que pode ou não ser praticado em obediência a um impulso ou a motivos ditados pela razão. Na prática, a vontade cessa mais rápido que o interesse. Analogamente, posso dizer que o interesse está para a paixão assim como a vontade está para uma paixoneta e tanto o primeiro, quanto o segundo, possuem começo, meio e fim certos.

O interesse permite que um indivíduo esforce-se o suficiente para atingir seu(s) objetivo(s). Na realidade, o interesse possibilita atingir um objetivo maior: os sonhos – ideias dominantes perseguidas com incessante interesse e paixão. Para isso, é preciso que sejam estabelecidas metas, prioridades e marcos ao longo do tempo. Porém, antes de qualquer coisa, quais são seus objetivos?

Falei sobre ideias, vontades, interesses e sonhos, mas quais são os seus? O que é interessante para você? Trabalhar? Estudar? Viver sem preocupações? Ser famoso? Morar numa mansão de Hollywood? Ser rico? Conhecer o maior número de pessoas? Participar das mais badaladas festas da alta sociedade? Pense. Reflita.  O que é interessante para você? Pergunte a si mesmo o que você deseja para sua vida. Tenha interesse em você. Excluem-se aqui quaisquer referências egocêntricas do ser humano. Refiro-me tão somente para que tenha preocupação consigo, nos moldes dos verbetes 4, 6, 7, 8, 9 e 10. Para que analise sua vida no presente momento: o que pode permanecer como está, o que pode ser aprimorado e aquilo que precisa ser alcançado.

Seja uma pessoa interessante a você mesmo, caso contrário não terá ninguém ao seu redor. As pessoas se cansam de indivíduos desmotivados, deprimidos e totalmente jogados à própria pena. Adquira o hábito de se perguntar “o que posso fazer para ser uma pessoa melhor hoje?“. Parece propaganda de livro de autoajuda, mas, avaliando por outro prisma, significa preocupar-se consigo a fim de manter-se bem, feliz e contente. Você não precisa ajudar jovens senhoras a atravessar a rua, retirar gatos de árvores nem dar um doce a uma criança. Tenha atitudes que revertam para seu próprio benefício. Obviamente, com respeito ao próximo e às leis vigentes.

Por outro lado, ninguém quer perto de si indivíduos ditos ‘interesseiros’, que só atendem aos seus interesses: os perfeitos egoístas. São pessoas que agem sem escrúpulos em razão de suas vontades, sem se importar com os meios necessários para realizá-las. O livre arbítrio permite que qualquer um aja como quiser, porém há que se ter consciência da consequência dos atos praticados.

Planejar uma viagem, inscrever-se num curso, matricular-se numa escola de dança, ouvir um CD novo, entrar em uma academia, assistir a um filme, participar de encontros religiosos, ou seja, qualquer atividade que possa mudar sua rotina para melhor é algo que deve ser levado em consideração. Um novo amor é um passo importante para que você tenha interesse em si mesmo, mas não o único. E pergunto novamente, o que você deseja para o seu futuro? A resposta é simples: o interesse é seu.

Anúncios

Comente agora mesmo!

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

Informação

Publicado às 23/11/12 por em Reflexão e marcado , , , , , , .
%d blogueiros gostam disto: