DOCES DIVAGAÇÕES

Pensamentos voam e, de repente, pousam aqui.

Música, pois sim

Seria estranho de minha parte não reconhecer o quanto a música é importante na vida das pessoas. Em algumas, o valor é bem pequeno, mas em outras a relevância é praticamente incomensurável. O mais legal nessa estória toda é que o ser humano não consegue viver sem a música. De origem paleolítica, de acordo com a Wikipedia, a história da música confunde-se com a própria história do desenvolvimento da inteligência e da cultura humana.

Em se tratando de gêneros musicais, é possível haver guerra entre os povos, haja vista que, a priori, gosto não se discute – pelo menos não deveria. A divergência de gostos não se restringe ao universo musical e, pela natureza humana, compreende muitos outros âmbitos de aplicação. Por esse e alguns outros motivos as pessoas se aglutinam em bandos, grupos e amontoados. E como toda regra, as exceções vagam entre comunidades, ora em conjunto, ora solitárias.

Mas, sinceramente, percebo algo realmente divertido nesse mundo: como as músicas têm o poder de terem seu significado – e propósito – intensificado em determinados momentos de nossas vidas. E o mais absurdo, músicas que para alguns retratam com enorme fidelidade um momento de tristeza, para outros apontam para belíssimas situações de alegria. Não é de se espantar que uma mesma letra possa ‘coexistir’ em ocasiões tão contrárias, pois o compositor é quem fornece a base com a qual o(a) cantor(a) propiciará a respectiva emoção e vida à música.

Nos filmes, seriados e até mesmo em novelas temos uma abordagem bem caracterizada. A determinadas situações é conferido o clímax necessário por intermédio da trilha sonora. Aos personagens a música ressalta suas características, sua vida e seus objetivos. Filmes que não possuem (ou apresentam um teor mínimo) uma trilha sonora bem definida possibilitam perda de foco por parte do espectador, que acaba por não compreender a obra cinematográfica como deveria. No entanto, estudos minuciosos com relação ao uso correto da trilha sonora (e mesmo da falta dela, como os casos dos filmes Batman – O cavaleiro das trevas ressurge, Atividade Paranormal e A Entidade) garantem o bom divertimento ao espectador.

E nos momentos práticos das nossas vidas? Parece que a maior relevância da música se faz presente quando estamos vivenciando um relacionamento. Ou, obviamente, quando acabamos um. As alegrias de se estar junto e as melancolias da separação. Qualquer instante é regado de música. Há aquelas, inclusive, que não atrelamos a nenhuma circunstância específica, mas levamos para a vida toda. São músicas que nos marcam por uma geração inteira.

Se alguém me perguntasse agora qual seria essa música para mim? Posso dizer que tenho várias, mas a que me veio à mente agora foi Testify to Love, da cantora Wynonna Judd. Essa música foi exibida no seriado O Toque de um Anjo (Touched by an Angel, CBS, 1994-2003), no episódio Salmo 151, quando Monica, Tess, e Andrew celebram a centésima missão de Monica com um bolo no parque. Neste episódio um garoto chamado Petey sofre de fibrose cística. Com a ajuda de Monica, Petey elabora uma lista de coisas que quer fazer antes de morrer (pois sabia que não haveria outro fim) e um dos itens era sobre uma canção que tratasse sobre o amor, porém Audrey não conseguia terminá-la. Aos prantos, Audrey completa a canção a canta, juntamente com os vizinhos, para Audrey. Para quem ainda não conhece, segue abaixo.

Nunca abandone a música, pois ela nunca abandonará você em momentos de felicidade ou tristeza. Ela sempre dará o suporte necessário a cada momento de sua vida. E você tem alguma música especial? Qual seria?

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Um comentário em “Música, pois sim

  1. Piracetam
    12/11/12

    Então todos os dias eu ouço, durante algum tempo, um pouco de música. Porque música é flexível, é sutil; música é a expressão artística que nunca invade, nunca é demais. Com as palavras há de se ter cuidado, não é sempre que são bem-vindas, há momentos que o silêncio é necessário e até aí, nessas ocasiões, uma trilha sonora correta não intimidará aquele que pede recolhimento. A música oferece companhia, sem ser invasiva; é propulsora contumaz das mais diversas lembranças (boas ou ruins), ao ouvir uma música, de repente sou despertada por um cheiro, uma sensação, um sentimento, uma imagem, uma cena, uma pessoa, a música faz isto: desperta na nossa memória, o que até então, dormia um sono tranquilo.

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Publicado às 05/11/12 por em Música e marcado , , , , , .
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