DOCES DIVAGAÇÕES

Pensamentos voam e, de repente, pousam aqui.

Momentos constrangedores

Quem nunca passou por uma situação constrangedora, embaraçosa e simplesmente inevitável que atire a primeira pedra. Pode até jogar o piano pela janela, eu deixo. Independentemente do nível de vergonha atingido, qualquer um já passou por uma dessas. Se o seu grau ainda é baixo, vanglorie-se! Caso contrário, tire proveito dessas não tão raras oportunidades para rir um pouco e divertir-se com os amigos. Até porque, nessas horas os amigos são os que mais debocham de nossos atos, perpetuando-os além do infinito, quer seja por simples comentários entre amigos, quer seja por meio de redes sociais.

Mas, será que existe algum ranking para essas situações? Você foi vítima indefesa de uma situação que pode ser considerada banal, ainda que em seu âmago você esteja preferindo a morte às ofensas públicas? Haveria essa categoria de situações constrangedoras no Guiness Book? Bem, acho que não. Se fôssemos elencar, mesmo que em caráter ilustrativo, algumas delas, poderia relacionar ao menos:

a) aquele momento em que você está fazendo uma prova e o(a) professor(a) fica colado(a) ao seu lado, olhando fixamente sua prova;
b) aquele momento em que você está no cinema e só você acha graça de uma piada, soltando uma baita risada;
c) aquele momento peculiar em que você imagina livrar-se de um mísero flato, mas libera uma sonora ventania;
d) aquele momento em que todos cantam parabéns e você não tem a mínima ideia do que fazer;
e) aquele momento em que você está falando mal de alguém que está exatamente atrás de você;
f) aquele momento em que você percebe que a caneta que está em sua boca é do(a) seu(ua) amigo(a);
g) aquele momento em que você pergunta se um casal voltou a namorar só porque vê os dois juntos novamente;
h) aquele momento em que você pergunta o mês de gestação a uma pessoa que não está grávida;
i) aquele momento em que você vai pagar a conta e percebe que a carteira ficou no carro/em casa/no trabalho;
j) aquele momento em que você conhece pessoalmente aquela pessoa e fica abismado pela diferença (positivamente ou negativamente);
k) aquele momento em que você chega no caixa do McDonald’s e não sabe o que pedir;
l) aquele momento em que você ganha um presente de uma pessoa querida, mas detesta e repassa a alguém;
m) aquele momento em que você fala mal da esposa do seu chefe, na frente dele, antes de ser apresentado oficialmente a ela.

Mas, certamente, há situações ainda mais embaraçosas. Uma das principais reclamações que algumas pessoas podem fazer refere-se ao fato de evacuar fora do seu domicílio, ou seja, fora do seu lar doce lar. É até estranho tratar sobre o assunto, mas somente quem já passou por essa situação sabe qual sensação paira no ar. Você vai à casa do(a) seu(ua) namorado(a), ou então à casa de qualquer outro parente, e então subitamente aparece a vontade de ir ao banheiro. Não há outra alternativa senão usá-lo. A primeira coisa que passa em sua mente é: “onde fica o banheiro mais afastado de todos?” – assim eventuais sons produzidos dificilmente serão detectados. Mas, como dizia Murphy, se algo está ruim, pode ficar pior. Não bastasse o fato, por si só constrangedor, você percebe que o papel higiênico acabou. R.I.P., pensariam alguns. E lá vai você chamar alguém para auxiliá-lo. A essas alturas você já quis seu próprio extermínio. Por isso, tenha jogo de cintura e saiba relaxar.

Outra situação, tão chocante e constrangedora quanto a supracitada, refere-se à coleta de materiais para exames EAS e EFP. Trocando em miúdos, o paciente deverá coletar materiais, diretamente da fonte, e acondicioná-los em repositórios específicos, geralmente menores do que pensamos ser necessário para uma coleta com sucesso. Para o Exame de Urina (EAS) adianto que os homens saem na frente, praticamente rindo das mulheres. Mas para o Exame Parasitológico de Fezes (EFP), ambos têm total liberdade de reclamar. Sinceramente não sei para quem é mais constrangedor: para quem coleta o material; para quem recebe o resultado da coleta na clínica ou para quem efetivamente analisa o material e emite o parecer. Por mais natural que seja para os profissionais que atuam na área da saúde, admito meu constrangimento quando da necessidade de realização de tais exames.

Essas e muitas outras situações estarão sempre ao nosso redor. Como falei anteriormente, tenha ciência que sua ação não foi propositada (eu espero) e que pode ser remediada ou até mesmo explorada de forma cômica, de maneira a quebrar o gelo e eliminar a tensão gerados pelo ato em si. Como já dizia o ditado: “rir é o melhor remédio“.

Anúncios

Comente agora mesmo!

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

Informação

Publicado às 10/04/12 por em Humor e marcado , , , , , , , , , , , .
%d blogueiros gostam disto: