DOCES DIVAGAÇÕES

Pensamentos voam e, de repente, pousam aqui.

Palavra de ordem: organização

Há momentos que temos a ligeira impressão que algumas coisas estão fora do nosso controle; que estamos sem o devido tempo para fazer o que realmente queremos ou até mesmo que tudo está de cabeça para baixo. Hipótese ou não, se você pensou que pode estar em qualquer uma das situações acima é hora de rever como anda sua vida. Comecemos por analisar alguns mitos acerca da administração do tempo.

Primeiro: quem administra o tempo torna-se escravo do relógio. A verdade é bem o contrário. Quem administra o tempo coloca-o sob controle, torna-se senhor dele. Quem não o administra é por ele dominado, pois acaba fazendo as coisas ao sabor das pressões do momento, não na ordem e no momento em que desejaria.

Muitas pessoas que tentam administrar o tempo acreditam (pelo menos no início) que é possível programar 100% do seu tempo. Administrar o tempo, para elas, acaba sendo, por causa disso, como vestir uma camisa de força e não mais tirá-la. A verdade é que administrar o tempo não é programar a vida nos mínimos detalhes: é adquirir controle sobre ela. É necessário planejar, sem dúvida. Mas é preciso ser flexível, saber fazer correções de curso. Se você está fazendo algum trabalho e está inspirado, produzindo bem, não há razão para parar, simplesmente porque o tempo alocado àquela tarefa expirou. Se a tarefa que viria a seguir, em seu planejamento, puder ser reagendada, sem maiores problemas, não interrompa o que você vem fazendo bem. Administrar o tempo é fazer o que você considera importante e prioritário, é ser senhor do próprio tempo, não é programá-lo nos mínimos detalhes e depois tornar-se escravo dele.

Segundo: a gente só produz mesmo, ou então só trabalha melhor, sob pressão. Esse mito é criado para racionalizar a preguiça, a indecisão e a tendência à procrastinação. Não há evidência que o justifique, até porque os que assim agem poucas vezes tentam trabalhar sem pressão para comparar os resultados – sobre si mesmos e sobre os que os circundam. A evidência, na verdade, justifica o contrário daquilo que expressa o mito. Em contextos escolares, por exemplo, quem estuda ao longo do ano, com calma e sem pressões, sai-se, geralmente, muito melhor do que quem deixa para estudar nas vésperas das provas e, por isso, vê-se obrigado a passar noites em claro para fazer aquilo que deveria vir fazendo durante o tempo todo. Nada nos permite concluir que o que vale no contexto escolar, a esse respeito, não valha em outros contextos.

Terceiro: administrar o tempo é algo que se aplica apenas à vida profissional. Falso. Certamente há muitas coisas em sua vida pessoal e familiar que você reconhece que deve e deseja fazer mas não faz – “por falta de tempo”. Você pode estar querendo, há anos, reformar algumas coisas em sua casa, escrever um livro ou um artigo, aprender uma língua estrangeira, ou então a dançar, desenvolver algum hobby, tirar duas semanas sem perturbações nas montanhas, curtir os filhos que estão crescendo, tudo isso sem conseguir. A culpa vai sempre na falta de tempo. A administração do tempo poderá permitir que você faça essas coisas em sua vida pessoal e familiar.

Quarto: ter tempo é questão de querer ter tempo. Você certamente já ouviu muita gente dizer isso. De certo modo essa afirmação é verdadeira – até onde ela vai. Normalmente damos um jeito de arrumar tempo para fazer aquilo que realmente queremos fazer. Mas a afirmação não diz tudo. Não basta simplesmente querer ter tempo para ter tempo. É preciso também querer o meio indispensável de obter mais tempo – e esse meio é a administração do tempo.

Contrária a esses mitos, a verdade é que administrar o tempo é saber usá-lo para fazer aquelas coisas que você considera importantes e prioritárias, profissional ou pessoalmente. Administrar o tempo é organizar a sua vida de tal maneira que você obtenha tempo para fazer as coisas que realmente gostaria de estar fazendo, profissional e pessoalmente, e que possivelmente não vem fazendo porque anda tão ocupado com tarefas urgentes e de rotina (muitas delas não tão urgentes nem tão prioritárias) que não sobra tempo.

Além dessa introdução já abordada por Eduardo Chaves, aqui, como fazer então para resolver essa situação, sem fazer com que qualquer mito acima seja aplicado à vida das pessoas como verdade? Não é fácil, mas pode ser simples. Você pode começar fazendo duas coisas:

a) relação principal de vontades: aqui você listará tudo o que deseja para sua vida, incluindo promoções profissionais, cargos diferentes, projetos diferentes; reformas e aquisições residenciais; viagens inesquecíveis e quaisquer outras metas de vida;

b) relação diária de necessidades: tudo o que você precisa fazer no dia a dia, como compras no supermercado; entrega de relatórios; buscar roupa na lavanderia; assistir a um filme e até mesmo um encontro no bar com os amigos.

Você terá a árdua tarefa de diferenciar o que pode ser listado como meta de vida e aquilo que é uma preocupação constante. O importante é ter bom senso. Aproveite dos recursos tecnológicos como apoio. Sou do tempo que uma bela agenda resolve muito, especialmente porque se faltar energia elétrica você pode continuar a realizar suas tarefas. Mas, para quem gosta de algo mais dinâmico, há diversos aplicativos para lhe ajudar, aqui.

Quer que eu seja ainda mais prático? Basicamente, o dia é dividido em três partes: manhã, tarde e noite. Então você pode distribuir suas tarefas ao longo de cada período disponível. Deixe para a manhã tudo que necessita de atenção com escrita, reuniões, ligações com clientes e afins. Aproveite um pouco do almoço para fazer compras para casa, passear em um shopping para comprar alguma roupa da qual precisa e até mesmo para encontrar algum(a) amigo(a) com o(a) qual possa almoçar junto (você mata a saudades e se atualiza). Para o período da tarde aproveite para organizar afazeres de amanhã; se quiser marcar reuniões o faça apenas após às 16:00 horas, pois logo após o almoço qualquer pessoa está em estado zumbi. Já à noite aproveite para malhar, caso esteja matriculado em uma academia; estudar (graduação, pós, mestrado, etc); curtir um cinema ou ir a um bar com os amigos. Tenha em mente o que ainda precisa fazer para não exagerar no tempo da atividade anterior.

O importante é manter a calma por perto e o desespero bem longe. Contanto que você liste tudo que necessita fazer, terá o controle necessário para priorizar o que deve ser feito primeiro e o que pode ser protelado. Cabe lembrar que a procrastinação de qualquer tarefa poderá acarretar indesejável estresse, pois você sabe que precisa fazer aquilo, porém não está com tempo hábil para fazê-lo. É necessário relaxar e respirar fundo, para sempre estar à frente da situação e não se deixar ser controlado.

Tenha aplicativos no celular e no computador; cole diversos papeis na parede do quarto, da sala e até do banheiro; mas, acima de tudo, não faça nada que possa lhe prejudicar. Querer fazer demais em pouco tempo desgastará a máquina e consequentemente você disporá de menos tempo ainda. Organize-se e seja feliz!

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Publicado às 10/03/12 por em Reflexão e marcado , , , , , , .
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