DOCES DIVAGAÇÕES

Pensamentos voam e, de repente, pousam aqui.

Mudanças e manifestações

Primeiramente venho anunciar uma mudança gráfica no Doces Divagações. Há praticamente um ano foi publicada minha primeira divagação, no dia 15/03/2011, entitulada “A incrível inocência da ignorância“. Pensei, então, em fazer alterações no leiaute do blog, a fim de mudar os hábitos e quebrar costumes. Mudanças sempre são bem-vindas, especialmente quando positivas. Obrigado a todos que, de forma frequente ou ocasional, têm realizado visitas e comentários. São verdadeiras demonstrações de ânimo, força e coragem!

Contudo, ao contrário do que alguns podem pensar, nem só de Doces Divagações vive o presente blog. Em outras reflexões foi possível constatar o egoísmo, o preconceito e outras características do ser humano. Manifestações assim sempre virão, haja vista que o nível de crueldade cresce de maneira exponencial. E não faltam casos para que denúncias sejam feitas e propagadas pela Internet. Em Fevereiro duas garotas vieram a falecer após envolvimento com acidentes, sendo uma no Hopi Hari e outra em uma praia em Bertioga. Na capital federal, muito se comenta sobre os mendigos que tiveram seus corpos em chamas após criminosos terem jogado gasolina e ateado fogo.

Como falei, não faltam situações nem acontecimentos que mereçam o devido destaque jornalístico. O caso apresentado torna-se exaustivo, tamanha cobertura e importância que se dá. A mídia jornalística deve fazer o seu papel? Sim. Mas acredito que falta respeito à individualidade alheia. Acima disso, falta respeito ao sentimento que as famílias das vítimas estejam sentindo no momento; o que menos querem é ver o corpo de seu ente querido exposto aos vários meios (televisão, jornais impressos, revistas, Internet e afins) existentes.

E o pior, nisso tudo, é a epidemia que uma situação trágica pode assumir, fazendo com que outras dezenas de casos sejam paulatinamente explorados nos diversos canais de televisão aberta. A impressão que fica é que no nosso país não há nada de bom, nada que deva ser motivo de mérito e orgulho; o que temos a mostrar é somente a crueldade e o descaso com o próximo que certos indivíduos possuem. De certa forma qualquer pessoa pode se sentir motivado a abandonar a programação aberta e investir numa grade privada, paga, pois o conteúdo é diferente. É natural que as pessoas mudem o foco para filmes, música, desenhos, seriados, jogos e outras categorias de entretenimento. Tragédia demais cansa, chegando a esgotar fisica e mentalmente qualquer pessoa.

Mas, como nem tudo é perfeito, até para a programação paga existe a possibilidade de que haja conteúdo nacional (como se não houvesse) de forma obrigatória. Trata-se da Lei número 12.485/11 que apresenta diversas regras intervencionistas no serviço de TV por assinatura, de forma a incluir cotas de 3:30 horas de conteúdo nacional, por semana e no horário nobre, dentro dos canais de filmes e variedades; e cotas de canais nacionais dentro do pacote. Sendo assim, a tragédia que você tentou fugir no Jornal Nacional passará no meio do filme que você estava assistindo no Telecine.

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Publicado às 28/02/12 por em Reflexão e marcado , .
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