DOCES DIVAGAÇÕES

Pensamentos voam e, de repente, pousam aqui.

Definindo padrões

Não raramente temos a impressão de que algumas estórias se repetem conosco. Acredito, na realidade, que estabelecemos padrões ao longo de nossas vidas, de modo involuntário e até imperceptível. Bom, isso é certo ou errado, bom ou ruim? Nem um, nem outro. O famoso “depende” é totalmente aplicável, pois cada indivíduo possui características próprias que o definem e o permearão por longos anos de sua vida. Logo, se a idiossincrasia é fator determinante para que um indivíduo sofra mais ou menos influência dos padrões vivenciados e adquiridos, como então identificá-los?

Para que possamos identificar os padrões estabelecidos temos que realizar uma verdadeira varredura em nossa vida, buscando qualquer ponto que possa parecer obscuro, oculto ou não percebido anteriormente. Sinceramente, fazer uma análise dessas não é nada fácil. Bem, quem disse que algo nessa vida é fácil, não é mesmo?

Definindo padrões: tanto falei sobre eles que ainda não os expliquei. Os tais padrões estabelecidos são aqueles que involuntariamente desenvolvemos, tais como tato, paladar, olfato e sinais visuais. São preferências, gostos ou desejos que experimentamos e queremos que sejam replicados ao longo do tempo. Quando vamos a um restaurante novo, por exemplo, e saboreamos uma carne com um molho diferente. Esta sensação é registrada no cérebro, definindo aquele sabor como algo extraordinário e que deve ser repetido doravante, como uma verdadeira referência.

E não estou aqui com uma Doce Divagação apenas. Trata-se de psicologia cognitiva. Segundo David Ausubel, a aprendizagem (no caso em tela, o estabelecimento de um padrão) significa organização e integração do material na estrutura cognitiva, admitindo a existência de uma estrutura na qual a organização e a integração de ideias se processam (atuação cerebral). A experiência cognitiva é caracterizada pelo processo de integração no qual os conceitos novos se interagem com os já existentes, integrando o novo material e, ao mesmo tempo, modificando-se. A consequente comparação e assimilação do novo conteúdo é de total importância para o processo cognitivo. Lembrem que Gestalt trata o insight como elemento fundamental para o processo cognitivo.

E quem nunca teve um insight que o fez repensar toda uma cadeia de ideias, pensamentos e maneiras de interpretação do que ocorre a nossa volta? Nosso cérebro é capaz de registrar momentos que nem percebemos. Contudo, quando processados são capazes de gerar experiências fantásticas para o sujeito envolvido.

Essa introdução foi justamente para que você possa refletir sobre certas coisas em sua vida. Já viu como algumas pessoas dão a impressão que só buscam encrencas; que correm atrás de gente que “não presta”; que não conseguem tirar boas notas em uma prova; que sofrem por antecipação; e até mesmo que não possuem nenhuma vontade de viver? Certamente um dos fatores que permitem que isso aconteça é justamente em face aos padrões que estas pessoas estabeleceram para si. Alguns por vontade própria, mas muitos nem percebidos. A maior ocorrência dos padrões está nas relações interpessoais e amorosas (não à toa foi um dos primeiros exemplos).

Portanto, saiba reconhecer seus interesses e suas vontades. Faça uma autoanálise e poderá reconhecer aquilo que lhe aflige, que lhe atinge de alguma forma e que tenha lhe prejudicado. Dê um basta àquilo que lhe faz mal, como relações mentirosas, falsas e desnecessárias. Saiba reconhecer o que os outros fazem, interpretando cada ato como ele realmente é – e não como parece ser. Busque aquilo que lhe traga felicidade! Podemos sim, ter padrões, mas que nos propiciem benefícios, sejam eles mensuráveis ou não. Uma maneira interessante de colocar isso em prática é fazendo uma lista de prós e contras: pegue duas folhas e escreva em uma tudo aquilo que faz você se sentir bem. Na outra escreva tudo aquilo do qual não gosta, que lhe faz mal ou lhe prejudica. Não tenha pressa. Após terminar, compare as duas listas. Veja se cada item tem razão de estar naquela lista ou se é uma falsa ou errônea interpretação. Mude-os de local conforme necessário. Caso a lista de contras esteja maior, tenha em mente que necessita de atuação imediata, a fim de que mudanças efetivas sejam realizadas. E, de tempos em tempos, revise ambas as listas e confira o progresso obtido!

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Um comentário em “Definindo padrões

  1. anônimo
    09/02/12

    Muito bom!

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Publicado às 08/02/12 por em Reflexão e marcado , , , , , .
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