DOCES DIVAGAÇÕES

Pensamentos voam e, de repente, pousam aqui.

SUPER 8

E Steven Spielberg ataca novamente. Não que estivesse sumido ou que seus filmes anteriores não tenham feito sucesso. Os últimos, como produtor, foram: a trilogia Transformers; Indomável (True Grit); Além da Vida (Hereafter) e, o mais recente, Super 8. Tive a felicidade de ter assistido a todos estes filmes. Na realidade, acompanho a filmografia de Spielberg justamente por ser fã de seu trabalho.

Primeiramente, vamos à sinopse. Super 8 aborda as consequências de um trágico acidente envolvendo um trem de carga e uma caminhonete próximo à cidade de Lilian, em Ohio. Essa colisão foi presenciada por um grupo de seis garotos, curtindo uma vida pacata nos idos de 1979. Contudo, este incidente não foi mero acaso e o trem envolvido pertencia à Força Aérea Norteamericana. Assim, dezenas de soldados espalham-se pela cidade, com armamento bélico digno de uma preparação para guerra. As crianças que presenciaram a catástrofe filmavam parte de um filme caseiro, cuja trama envolvia contos de zumbis. Impedidas de comentarem sobre o acidente (ainda que tivessem filmado o ocorrido), as crianças aproveitaram o ambiente militar para continuar a gravação do filme. Misteriosos fatos começam a acontecer e a cidade entra em pânico. O que terá acontecido nesse acidente?

Não contarei mais do filme para evitar diminuir o suspense. Sim, ele está presente. O filme permite ao espectador, por meios tranquilos e subversos, apreciar momentos de tensão e humor. Podem parecer meros acontecimentos oriundos de outras estórias, mas não há como resistir e não se emocionar (seja de medo ou de alegria). Spielberg voltou no tempo, quando ganhou Oscar para filmes como A Lista de Schindler, O Resgate do Soldado Ryan e E.T.; além das indicações para os filmes Tubarão, A.I. – Inteligência Artificial e Amistad.

Ao produzir o projeto de J. J. Abrams, Spielberg tirou do fundo do báu os sonhos de várias crianças (e adultos) juntamente com os dele (ainda que o projeto seja de Abrams), aglutinando-os aos personagens e às cenas. As expressões faciais e corporais das crianças fascinam e encantam. O casal formado por Joe Lamb (Joel Courtney) e Alice Dainard (Elle Fanning), com apenas 14 anos, são capazes de resgatar memórias da nossa infância, além de nos permitir uma comparação com outros filmes, especialmente com Deixe-me Entrar (Let me in). O restante do elenco atua muito bem, o que apenas contribui para a sequência do filme. É possível ter a impressão que naquela época vivia-se melhor; nossos ideais eram honrosos e os meios eram honestos.

Há abordagem de assuntos correntes, como o falecimento de entes queridos; a pressão laboral em ambiente familiar; uso de bebidas alcoólicas e outros entorpecentes; famílias desestruturadas; e, incrivelmente, pouco se falou sobre religião. Abrams exalta o mistério de forma dramática, emocionante e contagiante. Obviamente que espectadores atentos perguntar-se-ão, posteriormente, sobre fatos que não foram explicados. Eles tiveram início, porém, pelo próprio enredo do filme, não nos atemos ao seu fim. Erros ocorrem em qualquer filme, então só vou ao cinema com o intuito de divertir-me, independentemente do que estiver em cartaz.

Cabe ressaltar que toda a trilha sonora foi feita por Michael Giacchino. Quem assistiu Deixe-me Entrar se lembra dele. Somente nos créditos que foram incluídas músicas de outros artistas. Os efeitos especiais são um sucesso à parte: desde o caos com o trem até o ataque militar pela Força Aérea. Especialmente pelo filme se passar na década de 80 temos a impressão de um aumento da realidade. Super 8 teve um orçamento de aproximadamente US$ 50 milhões, com arrecadação de US$ 200 milhões. Justificaria uma continuação, não fosse pela temática existente.

Uma dica: não saia da sala depois de acabado o filme. Uma surpresa lhe aguarda. Pode ter sido até  clichê ou mesmo algo óbvio de ser exibido, mas é algo que simplesmente completa, com chave de ouro, Super 8. Posso ter feito uma resenha um tanto quanto tendenciosa, mas admito que este filme não foi o melhor já escrito por Abrams. A produção de Spielberg, contudo, foi grandiosa.

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Um comentário em “SUPER 8

  1. Maurício Gomes
    21/08/11

    Vou ter que assistir o filme novamente só para ver o filme das crianças.

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Publicado às 17/08/11 por em Filmes e marcado , , , , , , .
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