DOCES DIVAGAÇÕES

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Tributos à morte ou à vida?

Parece até estranho dedicar um post à cantora Amy Winehouse. E seria hipócrita de minha parte dizer que não o faço em virtude de seu falecimento e que muito se comenta sobre o assunto. Não sou, portanto, exímio conhecedor de suas composições, mas confesso que fiquei abalado com a notícia recém veiculada. Infelizmente, como em muitos outros casos (Princesa Diana e Michael Jackson, por exemplo), a mídia aproveita, mais uma vez, para massacrar os espectadores com notícias, manchetes e quaisquer outras formas de apresentação de informação.

E, utilizando o exemplo da pessoa recém falecida, aproveitam o momento para abordar, com exaustão, o motivo da morte. No caso de Winehouse, uma provável morte pelo uso de drogas. Por outro lado, a conclusividade do laudo pode ser refutável. Sabe a estória de São Tomé? Assim como ele, só acredito vendo. E então se inicia uma corrida quase olímpica para ver qual emissora exibe as notícias mais bombásticas e inovadoras sobre o caso. As novelas, por sua vez, abordam o assunto quase que imediatamente, na tentativa de alertar a população acerca do acontecido.

Uma mãe que não percebe que seu(sua) filho(a) é usuário(a) de qualquer substância estimulante ou entorpecente não conhece a fundo o que colocou no mundo. Quando se der conta do ocorrido o estrago já estará feito. Falta diálogo entre os familiares e, acima de tudo, o respeito entre os indivíduos. E ambos são fundamentais para manutenção dos laços familiares.

Presenciamos, ainda em 2011, o falecimento de Chiquinha Gonzaga. Quem se lembra? Já a morte de José Alencar muitos se lembrarão: não por ter sido um empresário ou por ter substituído, tão frequentemente, o ex-Presidente Luis Inácio; mas porque foi vítima de neoplasia maligna na região abdominal. Mais Você, Bem Estar, Fantástico e muitos outros programas usam e abusam do exemplo do vice-presidente para alertar a população sobre essa doença. Não por um dia, mas por vários, como se apenas isso fosse o suficiente para realmente abrir a mente das pessoas.

Pergunto-lhes, então, se a posição da mídia em casos semelhantes está correta ou não. Parece estrado dar o braço a torcer, mas concordo que, nestes casos, a mídia possui fundamental importância para a divulgação dos casos. Trato, então, somente da divulgação e não da exploração quase sanguinolenta em busca de audiência.

Amy Winehouse nos deixou numa época conturbada: felizes com seu sucesso, com suas músicas e com tudo aquilo que ela transmitia aos seus fãs. Nem preciso comentar o que penso daqueles que se dizem os fãs da cantora, sem terem comprado um CD sequer (seja ele de procedência original ou não). Eu não comprei, mas ouvi suas músicas diversas vezes em ambientes públicos e por meio do YouTube. Foi o suficiente para reconhecer seu talento artístico e para entristecer-me com a recente notícia.

Fica, para reflexão, uma das músicas que mais gostava de Amy Winehouse: Love is a losing game.

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Um comentário em “Tributos à morte ou à vida?

  1. lady_dee
    01/08/11

    No dia do ocorrido eu passei o dia fora e só retornei no início da noite. Fui verificar o minha caixa de mensagens e me deparei com um e-mail do submarino dizendo: “tributo à Amy Winehouse”. Pensei na hora: Só fazem tributos à pessoas mortas (na maioria das vezes). Dito e feito, fui lá no google, pesquisei o nome da cantora e confirmei a notícia. Fiquei chocada ao saber que mal ela tinha deixado este mundo e já estavam explorando a imagem dela em vendas póstumas! O.o Horas depois no mesmo dia fiquei sabendo que na fnac já tinham se esgotado todos os cds e que havia uma longa lista de esper. Isso para mim é o mesmo que nunca ter dado uma simples flor a uma pessoa em vida, nem que seja roubada de um jardim alheio, e mandar uma coroa de flores para o funeral.
    Infelizmente as pessoas se apegam à tragédias. As mídias sejam jornais televisivos, jornais em papel, internet etc se fartam de explorar a desgraça alheia e são poucas as notícias boas que são divulgadas. Não porque elas inexistam, mas sim por que elas não dão audiência. É lamentável!!!

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Publicado às 01/08/11 por em Música e marcado , , , .
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