DOCES DIVAGAÇÕES

Pensamentos voam e, de repente, pousam aqui.

Quando um sentimento bate a porta

Recentemente tratei sobre o assunto Desejo e Reparação [link aqui]. São assuntos extremamente delicados, com alicerce em uma esfera ainda maior: o amor. Ao efetuarmos uma simples pesquisa em qualquer serviço de buscas pela Internet, deparamo-nos com uma infinidade de resultados. O primeiro vem da Wikipedia [algo quase óbvio]. Confesso que espantei-me com a quantidade de informação existente no sítio sobre este assunto.

Ao tentarem definir conceitualmente atração física, paixão e amor, os autores passam desde explicações científicas com exemplos biológicos a associações psicológicas de relações interpessoais. São informações interessantes, algumas provavelmente desconhecidas de muitos. Mas, talvez por não haver amparo científico, pouco se discute sobre o reconhecimento deste sentimento nos indivíduos [ou então eu estou mal informado].

O que quero dizer? Não há qualquer fórmula ou método para que um indivíduo A saiba se um indivíduo B sente algo por ele. E aqui, obviamente, trato do sentimento mais forte e poderoso de todos: o amor. O que se tem hoje em dia é apenas a evolução da forma de aproximação entre as criaturas, desde simples trocas de olhares a diretas declarações amorosas. Mas, neste último, indivíduos A e B têm completa noção do que pode acontecer. Se evoluir para algo melhor, ótimo, caso contrário que ambos procurem seus caminhos.

Mas e quando o indivíduo A vive sua vida normalmente, com estudos, trabalhos e eventos familiares, como perceber a aproximação sentimental de alguém? Não há como saber! A menos que exista uma influência espiritual, de forma científica não há como saber. São pequenos sinais, pequenos gestos e muitos detalhes que poderão auxiliar a formação de evidências que permitirão ao indivíduo A avaliar se está sob a mira de alguém. E quando a pessoa é, digamos, tapada? Uma simples gíria para designar aquele(a) que não consegue perceber estes sinais ou detalhes que o indivíduo B emite, como se fosse um sonar em busca de algo escondido.

E então, o indivíduo B se esmera, faz comentários dúbios, brincalhões, às vezes com triplas intenções, e o indivíduo A simplesmente ignora quaisquer atos praticados. Seria lógico pensar que o indivíduo A só teria a percepção disso tudo se, em algum momento, tivesse qualquer interesse no indivíduo B? Talvez. Mas, sabe-se lá porque, algumas pessoas nasceram com os olhos vendados para captarem informações emanadas por indivíduos do tipo B. É possível mudar essa situação? Eu  imagino que sim, afinal as fronteiras da educação não são intransponíveis àqueles que desejam mudar.

Mas, tudo bem, digamos que finalmente indivíduo A percebeu que indivíduo B o tem tratado de forma diferente das demais pessoas. Isso é motivo suficiente para saber que B ama A? Sinceramente, não. O amor é algo muito mais complexo e necessita de uma base muito maior do que simples encontros casuais ou habituais (como nos casos de colégios, faculdades ou ambientes de trabalho). E se por sorte do destino A já estiver em um relacionamento com C, digamos que haverá sérios problemas pela frente.

As pessoas que tenham se familiarizado com a situação do indivíduo B deveriam, portanto, avaliar se este sentimento envolvendo o indivíduo A é real e, caso positivo, se é digno de uma tentativa. Arriscar-se sabendo de um resultado negativo não trará benefícios, senão experiência de vida. Respire fundo e pense. Isso serve tanto para você, indivíduo B, que gosta de alguém e não sabe o que fazer da sua vida; como para você, indivíduo A, que nem faz ideia de que alguém possa gostar de você. Mente sã, os resultados virão com o tempo. Os indivíduos aqui tratados (A, B e C) não passam de meros exemplos e não são aplicáveis a determinadas pessoas.

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3 comentários em “Quando um sentimento bate a porta

  1. Dee
    31/05/11

    Isso tah parecendo mais fórmula matemática **rs** Tantos As e Bs e ainda os Cs ^.~ Acho que todo mundo é um pouco de A e um pouco de B. Kiss

  2. sentimentalogic
    31/05/11

    Pois então, adorei o texto, só achei que em um momento vc também se faz de inocente por não perceber que as sutilezas, que considero típicas do lado feminino, como se fazer de desentendido faz parte do póprio jogo do flerte.

    No mais, não pude deixar de perceber a presença do subconsciente na descrição do A, B e C… E não pude deixar de notar que colocastes o elemento C no lugar do B, sendo o B o próprio escritor do texto, ou seja, metaforicamente você se entregou na estória como parte interessada. Resumindo, existe A e B, C tá fora e C é você camarada… kkk

  3. George Marques
    31/05/11

    Incrível.
    Vejo-me em muitos aspectos deste teu post/momento.
    Mas o que fazer?
    Aprendi [#ontem por sinal] que nosso maior problema está no planejar.
    Viver o hoje como se fosse o último dia.
    The End.

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Publicado às 30/05/11 por em Reflexão e marcado , , , , , , .
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