DOCES DIVAGAÇÕES

Pensamentos voam e, de repente, pousam aqui.

A nova mecânica do casal

Todo relacionamento tem suas rachaduras – mesmo que você não queira ver. Por menor que sejam, em algum momento elas provocam algum estresse no casal. E, diferentemente do que a maioria das pessoas pensa, os homens sofrem mais com uma situação adversa na vida a dois do que as mulheres. Assim constatou um estudo realizado com 1.600 homens e publicado no periódico The Journal of Health and Social Behavior (EUA). Mas, diante desse cenário desanimador, há uma boa notícia: não é preciso resolver os percalços da relação usando estratégias convencionais, como discutir até a exaustão. Isso não passa de mito! É possível aparar as arestas com a tática da psicologia reversa. Se no primeiro momento essa sugestão parece errada, saiba que há raízes firmes na ciência. Com base em 20 anos de análises sobre o comportamento humano, a professora de psicologia e sociologia Terri Orbuch, do Instituto de Pesquisa Social da Universidade de Michigan.

Mito: um casal feliz nunca discute
Realidade: brigue de forma inteligente para conseguir o que deseja

Todo mundo conhece – e detesta – um casal meloso que nunca briga. A falta de conflito na relação pode sinalizar que assuntos importantes não estão sendo cuidados da forma adequada: “apesar de ser desagradável, a discussão é necessária para que cada um diga o que incomoda e fale sobre inseguranças e medos“. O que acontece é que muita gente posterga essas conversas e um belo dia acorda, coloca tudo para fora e acaba com o relacionamento. A chave do sucesso, portanto, é saber como administrar os problemas e não como construir uma vida sem eles.

Mito: traia e nunca será perdoado
Realidade: toda traição pode ser perdoada

Os homens insistem que “todo mundo erra“. As mulheres acreditam que “quem trai uma vez trai sempre“. O objetivo aqui não é defender um lado. O ponto é mostrar que é possível recuperar a confiança no cônjuge, por mais destroçada que ela esteja, desde que os dois estejam dispostos a enfrentar a situação. “O perdão pode acontecer, mas, para que o relacionamento se reestruture, é necessário comprometimento, paciência, honestidade e abertura para compreender o que levou à traição“. Antes de cair de joelhos para implorar o perdão da sua parceira, veja se você quer ser perdoado. Liberte-se de qualquer culpa, fuja do papel de vítima ou de vilão e decida se está disposto a apostar todas as fichas nas negociações: o seu nível de benevolências é fator decisivo aqui.
a) fale a verdade: abra o jogo! As mulheres desconfiam de um pedido de desculpas quando foram elas que tomaram a iniciativa sobre o assunto. Portanto, não espere que ela descubra sua transgressão;
b) fale sério: fazer gracinhas nessa hora é uma estratégia perigosa. Garanta uma vitória mais rápida falando com maturidade;
c) fale com o corpo: os sinais verbais são decisivos. Fique perto, de frente para ela, sem se esconder.

Mito: os opostos se atraem
Realidade: procure uma pessoa parecida com você

A atração animal e incontrolável que você e a loira do financeiro sentem quando estão juntos pode ser poderosa na cama, mas não é suficiente para mantê-lo na relação: “se vocês divergem em questões importantes, como filhos ou religião, é bem provável que enfrentem alguns conflitos no futuro“. E um conflito não é exatamente o que você procura na cama, certo? Portanto, antes de mergulhar na relação, procure fatores de compatibilidade para saber se essa parceira vale um investimento emocional de longo prazo. Pense nos adjetivos que você usa para se descrever: atleta, estudioso ou preguiçoso? O ideal é ver nela ao menos um pouco dessas características. Feito isso, deixe-a participar de sua vida, de seus hobbies: “o ideal é que ela se sinta envolvida nas coisas que você faz até mesmo sem ela“. Experimente levá-la à partida de domingo com seus amigos. As mulheres precisam ver seus parceiros fazendo coisas de homem; ao sentir uma ligação com as pessoas do seu convívio, elas ficam mais à vontade mentalmente.

Agradecimentos à revista Men’s Health, edição Abril de 2011, matéria escrita por Julia Mioli e David Morton, com adaptações.

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Publicado às 21/05/11 por em Bem-Estar e marcado , , , , .
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