DOCES DIVAGAÇÕES

Pensamentos voam e, de repente, pousam aqui.

Vaidade é pouco

A vaidade (chamada também de orgulho ou soberba) é o desejo de atrair admiração das outras pessoas. Uma pessoa vaidosa cria, conscientemente ou não, uma imagem pessoal para transmitir aos outros, com o objetivo de ser admirada e tende a mostrar com extravagância seus pontos positivos e esconder seus pontos negativos (fonte, com adaptações).

O Dr. Flávio Gikovate (sítio) já abordou, em 1987, este assunto, por meio do livro Vício dos Vícios: um estudo sobre a vaidade humana. Segundo Gikovate, a serenidade, a paz de espírito e a boa qualidade de vida só serão possíveis àqueles que não se deixarem escravizar pela vaidade, defendendo o ponto de vista de que uma ordem social mais estável e mais justa só será alcançada quando os homens se voltarem para as coisas mais essenciais da vida e abandonarem a obsessão pela superficialidade e pela ostentação de todo o tipo.

Ao contrário  do apresentado – de forma belíssima, por sinal – por Gikovate em sua obra, penso que, mesmo sendo considerada um dos mais graves pecados capitais, a vaidade pode ter lá alguns benefícios. Valendo-se do conceito que a vaidade possa ocorrer em toda ação humana (e elenco aqui alguns exemplos: na puberdade, na razão, no trabalho, na moralidade, no amor, na ética e no sexo), tem-se que os homens gostam de coisas que os façam sentir especiais e únicos. E, atualmente, num mundo consumista, qualquer vitrine torna-se um chamativo perfeito.

Por mais interessante que tenha sido a abordagem em seu livro, acredito que a humanidade esteja longe de livrar-se deste pecado capital. Já tratei aqui antes (link) e, infelizmente, não tenho muitas esperanças com os seres humanos. E parece-me que algumas pessoas se aproveitam da boataria acerca do fim do mundo, em 2012, para utilizar como desculpa as ações desenfreadas de selvageria contra si mesmos. Mortes, chacinas, assaltos, roubos, orgias, falta de ética e desrespeito às leis existentes são meros exemplos, pois os telejornais conseguem jorrar mais sangue que o Hemocentro consegue captar de seus fiéis doadores.

E nem a religião, em tempos de apocalipse, parece ser uma boa “saída” para aqueles que procuram uma luz ao fim do túnel. Até elas precisam de “clientes” e, desta forma, quem arrebatar o maior rebanho leva o prêmio: uma passagem de ida para o céu. Isso é o que eles acreditam. Não fique triste, pois não há uma receita pronta e nem uma forma mágica para melhorar esse panorama caótico que se configura à nossa frente. Você, sozinho, nada conseguirá fazer, pois, no fim, há o livre arbítrio e cada um é dono de sua consciência. Faça a sua parte, isso é certo. Pensamento egoísta? Não, e digo porquê.

Vivemos em coletividade e, obviamente, aqueles que vivem da vaidade como base para tudo perceberão, em algum momento, o mal que estão fazendo para si – e para os outros. É um processo que ainda irá demorar muito e, certamente, outras milhares de pessoas sofrerão as consequências. Mas, nada é por acaso. Procure alterar o modo de vida por enquanto, pois o fim é a única certeza que se pode ter.

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Publicado às 14/04/11 por em Literatura, Reflexão e marcado , , , , .
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