DOCES DIVAGAÇÕES

Pensamentos voam e, de repente, pousam aqui.

Fantasmas do Século XX

Hoje inicio uma categoria nova no Doces Divagações, relativa aos livros e aos mais diversos textos já publicados. O gênero literário épico é meu favorito e transito entre os diversos tipos de textos narrativos (fábula, novela, conto e crônica). Em termos miúdos, gosto de suspense, terror e ficção científica. Muitos, obviamente, que abordam o fator psicológico (seja ele humano ou sobrenatural). Situação essa já corriqueira em meus gêneros cinematográficos preferidos.

Trato, então, do livro Fantasmas do Século XX, do escritor Joe Hill, sob o título original 20th Century Ghosts, lançado em 2008. Para evitar buscar informações errôneas, transcrevo aqui a orelha do livro: “[…] São personagens como esses que enchem as páginas de Fantasmas do Século XX de adrenalina. Ao mesmo tempo assustadores e fascinantes, os contos reunidos aqui demonstram o talento de uma das maiores revelações dos últimos tempos da literatura de horror“.

Há quem não goste do gênero literário escolhido por Hill, tampouco pela forma de escrita de suas estórias. Contudo, aprendi uma importante lição: sempre há algo de bom que possa ser aproveitado de alguma pessoa/situação/coisa. Desta forma, conheci os livros de Hill por acaso, mas sua forma de escrita me deixou bastante interessado e curioso.

Não me agradei, de forma totalmente plena, com todos os contos existentes em Fantasmas do Século XX. Todavia, trago aqui um preâmbulo dos contos que mais gostei:
a) Último suspiro, que conta a estória do Dr. Alinger, médico responsável pelo Museu do Silêncio. Era uma coleção com mais de 100 últimos suspiros, em vidros fechados a vácuo, hermeticamente vedados. Havia, inclusive, o último suspiro de Edgar Allan Poe. Um conto sensacional;
b) Vocês irão ouvir o canto do gafanhoto, que conta a estória de Francis Kay, um garoto apaixonado por insetos. Certo dia, surpreendentemente, se vê transformado em um gafanhoto, porém de gigantes proporções. A narrativa é deveras envolvente;
c) O telefone preto, que descreve a estória de Finney, como mais um dos garotos que desaparece misteriosamente e se vê mantido preso em um quarto com um misterioso telefone preto, de modelo muito antigo;
d) A capa, estória que me comoveu bastante, pois descreve a ânsia e a paixão de Eric pelo voo, ao utilizar uma capa, como se fosse um super herói;
e) Internação Voluntária, que retrata as aventuras de Nolan Lerner e Eddie Prior na época do colégio. Uma caixa de papelão nunca mais será a mesma depois de ter lido essa estória;
f) A máquina de escrever de Cherazade, que demonstra ser possível – e relativamente simples – a comunicação com o além.

Há, ainda outros livros de Hill disponíveis, como O Pacto e A Estrada da Noite. Tão logo eu acabe a leitura de ambos, relatarei aqui minha opinião. O importante, independente do autor escolhido e do gênero preferido, é não perder o hábito da leitura. Comece com Turma da Mônica, pequenos contos e textos simples, mas não deixe de cultivar e aproveitar bons momentos de leitura. Impeça a existência de um abismo entre você e seu interior.

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Um comentário em “Fantasmas do Século XX

  1. Maurício Gomes
    29/03/11

    A leitura é algo fantástico! Hoje, a leitura é encarada como obrigação e não mais como momento de prazer. Devemos mudar esta concepção desde os pequeninos.

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Publicado às 29/03/11 por em Literatura e marcado , , .
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