DOCES DIVAGAÇÕES

Pensamentos voam e, de repente, pousam aqui.

Recordações, comparações e uma análise do futuro

Acredito que todos já se perguntaram qual o motivo de sua existência e vários outros questionamentos básicos. Mas será que isso foi feito por simples ‘prazer’, por modismo ou porque acreditavam ser realmente necessário? Vivemos em uma era repleta de diferenças, cuja expectativa de vida baseia-se em sua formação, em seu trabalho e no quanto você ganha. Cada vez mais deixamos de fazer aquilo que realmente gostamos – por motivos de força maior ou determinação alheia – para trabalhar com algo que pague mais. Ressaltei apenas o campo profissional, pois infelizmente isso ocorre em outras áreas de nossas existências.

Não posso negar a eventual existência de pessoas que, neste contexto, conseguem desempenhar funções extraordinárias e profícuas, ainda que não sejam aquelas que realmente gostariam de fazer. Entretanto, algumas pessoas estão perdendo certos valores e seus significados. Desvios de personalidade, desvios de anseios sobre a vida e, principalmente, desvios de comportamento. Sendo direto: as pessoas estão ficando loucas. E olha que eu não sou a pessoa mais indicada para reconhecer a loucura alheia, confesso.

Esquecendo as reminiscências do passado recente, reforço a necessidade de vivermos o hoje. O presente é agora, o parágrafo anterior já era e o futuro apenas serve como balisador para metas a serem alcançadas. Contudo, complicamos as coisas, exigindo demais – das pessoas e de nós mesmos. Viver é uma arte, quando sabemos aproveitá-la. E isso vale para todos. As diferenças são capazes de nos trazer a realidade da qual precisamos para viver.

“Se eu pudesse novamente viver a minha vida,
na próxima trataria de cometer mais erros.
Não tentaria ser tão perfeito,
relaxaria mais, seria mais tolo do que tenho sido.”

E um dos diversos poemas que circulam pela internet de autoria desconhecida, porém atribuída a Jorge Luís Borges (escritor, poeta, tradutor, crítico literário e ensaísta argentino – referência aqui), nos faz pensar na finitude e nos faz prestar atenção para não nos arrependermos das coisas que não fazemos. Todos precisam de um tempo para ficar no próprio interior. O ser humano é o único animal que tem a consciência da própria morte e, por isso, vive atormentado pelo esse mistério. Será que não existe nada além, na nossa vida, do que comer, trabalhar, dormir e gerar filhos? Será que a nossa vida não significa alguma coisa?

Uma pessoa pode atingir os níveis mais altos de sua carreira profissional, ter o carro que sempre fora o seu objeto de desejo, o apartamento de cobertura com a maior área útil em metros quadrados e tudo que o dinheiro pode comprar. Mas a pergunta é: por que, tendo tudo que achava necessário para ser absolutamente feliz, essa  pessoa pensará que falta alguma coisa?

Acredito ser melhor procurar dar razão de viver a cada novo momento de vida. Apagando o passado e pouco importando com o futuro, tem-se que viver cada minuto como se fosse o último. Ao longo de nossa existência, acabamos influenciando a vida de muito mais pessoas do que supomos. Por outro lado, é curioso – senão trágico – como somos capazes de esquecer tantas pessoas que nos proporcionaram pequenas, porém fantásticas, experiências e alegrias.

Finalizando, nossa imagem é nosso maior ativo. Ela tem de ser muito próxima de quem nós somos. O filósofo alemão Kant dizia: “Aproxime-te de quem tu és“. Só protegemos nossa imagem se nos aproximarmos daquilo que realmente somos. E que tenham um excelente fim de semana!

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Um comentário em “Recordações, comparações e uma análise do futuro

  1. Alyne
    30/03/11

    Muito bom seu texto e argumentos. Concordo com você. Estamos todos envolvidos e dominados pela Loucura. O “pagar mais” nos faz ficar mais longe do nosso verdadeiro ser, da nossa felicidade. Por que tenho que passar de 08 a 10 horas longe da pessoa mais importante da minha vida, da minha razão de viver? A resposta é: “o pagar mais”, o sistema estabelecido, a loucura da dependência do “pagar mais”…

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Publicado às 25/03/11 por em Reflexão e marcado , , , .
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