DOCES DIVAGAÇÕES

Pensamentos voam e, de repente, pousam aqui.

Não acabe com sua viagem antes do tempo

Muitos aqui – senão a grande maioria – devem gostar de viajar. Quer seja a trabalho, quer seja a passeio, é uma grande oportunidade de se conhecer novos lugares, novas culturas e, obviamente, novas pessoas. E estar em diferentes locais confere a abertura de um leque cultural em nossas mentes, fazendo com que possamos aumentar nosso conhecimento acerca daquilo que vivenciamos.

Contudo, sempre haverá algo, ou alguém, preparado para arruinar seus planos turísticos. Ou, na melhor das hipóteses, causar algum transtorno passageiro, fazendo com que seu início ou fim de viagem passe por alguma experiência nada agradável. E, então, apresento aqui uma das maiores causas de estresse durante os traslados turísticos: a falta de educação das pessoas. É possível até listar as principais queixas e/ou ocorrências, conforme segue:

01. falta de respeito a regras estabelecidas: qualquer companhia aérea define os limites para o tamanho e peso das bagagens de mão. Entretanto, utilizando como desculpa de ser viagem curta, ou por estar com certa pressa, algumas pessoas não despacham suas bagagens, que certamente excedem os limites estabelecidos. E, assim, circulam com seus trambolhos ambulantes, sem se darem conta do quanto espaço ocupam e do quanto podem incomodar (e até ferir) os demais passageiros;

avião02. falta de educação: é evidente a pressa que qualquer pessoa possa apresentar quando o voo se encerra. Imagino que alguns indivíduos devem se sentir enjaulados, como se estivessem em um zoológico (peço desculpas pela comparação aos animais que, infelizmente, vivem nestas condições) e desejam sair daquela situação o quanto antes. Abrem seus cintos, ligam seus telefones celulares (e fazem chamadas para que todos possam ouvir a ligação) e se levantam, como se qualquer procedimento anterior pudesse agilizar a abertura das portas do avião. Ter calma e paciência, nessas horas, é fundamental. Por último, mas não menos importante, ao retirar sua bagagem do compartimento superior, use os músculos que seu corpo possui (ou deveria) e tenha cuidado. Ninguém gosta de ser atingido por uma mala (que certamente excederá o máximo de 05 kg) em sua cabeça e/ou ombro;

03. falta de convívio social: algumas pessoas devem pensar que somente elas pagaram pela passagem naquele determinado voo (aqui cabe, também, as pessoas que adquiriram suas passagens por meio de sistemas de fidelidade e escambo de passagens por pontuação). Mas, não gente! Se sua passagem foi do tipo A, B, C ou D, não importa: todos têm seu direito igual de assento. Aquele espaço é seu, de forma temporária! Não coloque músicas demasiadamente altas; não abra um jornal que ocupe o espaço de 02 poltronas; não empurre com os pés a poltrona à sua frente e, por último, ao se levantar, não faça força utilizando a poltrona à frente como apoio. Imagine que você esteja cansado, depois de uma viagem de 05 horas e, quando finalmente consegue repousar e dormir, sente um solavanco e acorda assustado, com a sensação de que o avião está caindo?

Torre Eiffel04. desejo excessivo de aparecer: ainda sobre o item 03, recordo-me de algumas pessoas que, por motivos alheios ao meu pouco conhecimento, sentem uma enorme vontade, um desejo quase insaciável de aparecer. Fazem ligações para diversas pessoas em ambos momentos de decolagem e pouso, relatando cada passo executado, em que local estão, o momento em que chegarão (como se não fosse possível visualizar os voos em sítios como o da Infraero, entre outros, sem contar o acompanhamento direto nos aeroportos) e, obviamente, o que fizeram na cidade. Se foi uma viagem internacional então, coitados daqueles que estão próximos desta(s) criatura(s). Nada contra quem viaja bastante (aliás acredito ser algo excelente), mas o seu vizinho de poltrona não precisa – muito menos pediu – qualquer informação acerca do maravilhoso chocolate que você provou na Max Brenner de Nova Iorque ou então das 8.392 fotos que você tirou de Paris, em seus belos e incríveis passeios no Museu do Louvre e no Palácio de Versalhes, com seus esplendorosos jardins, em seus 700 hectares de parque.

Todos gostam de ser bem atendidos quando da prestação de um serviço. Pensando um pouco no coletivo – e não somente no individual – é possível que as pessoas possam agir de forma melhor, a fim de que todos tenham uma viagem proveitosa. Afinal de contas, há tantas ofertas e promoções de pacotes turísticos disponíveis no mercado, de forma a confirmar que viajar é um excelente negócio – por enquanto!

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Publicado às 23/03/11 por em Viagens e marcado , , .
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