DOCES DIVAGAÇÕES

Pensamentos voam e, de repente, pousam aqui.

A incrível inocência da ignorância

De acordo com o sítio Wikipedia (fonte), a ignorância se refere à falta de conhecimento, sabedoria e instrução sobre determinado tema ou, ainda, à crença em elementos amplamente divulgados como falsos. […] Ignorância é não saber, e não saber que não se sabe, ou ignorar conhecimento, omitir-se conhecer ou passar a conhecer, é negar a captação e aceitação do conhecimento científico provável e comprovado através de métodos científicos e lógicos.

Permito-me, contudo, ir além. A ignorância, em determinadas ocasiões, é uma verdadeira benção. Quando se desconhece, realmente, o que está à sua volta, o indivíduo evita a existência (e posterior compreensão) de eventos que poderão fazer-lhe não somente mal, mas, quem sabe, poderão infernizá-lo e atormentá-lo por determinado tempo.

As alegrias de uma criança aos 02 anos de idade são, a priori, conseguir ficar de pé, correr, pular, brincar com água e dar risadas. Desconhece, certamente, quais as possíveis – e inevitáveis – obrigações que lhe perseguirão pelo resto de sua vida. Desconhece, portanto, os infortúnios aos quais está predestinada.

Trato, simplesmente, da ignorância inocente e púdica que uma pessoa pode ter (ou almejar ter) ante os fatos cotidianos. As desavenças familiares, as brigas conjugais, as vaidades comportamentais e o desejo de progressão em ambiente laboral são meras citações, exemplos da realidade inerente à vida dos indivíduos. Muitas situações ruins poderiam ser evitadas se estes não tivessem conhecimento do que se passa. Certo, seriam praticamente seres alienados e provavelmente incapazes de perceberem a situação ao seu redor.

Então alguém poderia argumentar justamente o contrário: o conhecimento, quando utilizado por inteligência suficiente para processá-lo com sabedoria pode ser vital para o sucesso, independente da área ou assunto em questão. E eu concordo, justamente porque esta atitude combate a ignorância medíocre, que atrasa e impede o crescimento. Acontece que a moeda é feita de dois lados. E assim, a soma de conhecimento, sabedoria e instrução, como apontado pela Wikipedia, pode ser usada por mentes férteis, sejam elas boas ou más.

E aqui reafirmo: a ignorância inocente é blindada contra as forças aplicadas por seres levianos e incapazes de crescerem por suas próprias forças, fazendo uso dos mais ardilosos meios já conhecidos. Já a ignorância burra, digamos assim, sofre, invariavelmente, e termina aceitando a “informação” imposta por seu dominador. Por essas e outras que se faz necessário saber receber a informação, esquivando-se das interpretações incertas e poluídas e abrindo espaço para uma completa evolução.

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Publicado às 15/03/11 por em Reflexão e marcado .
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